"1,2,3! Macaquinho do chinês!". Assim começa a história de um projecto português assente em ritmos hip-hop e em palavras que possuem tanto do estilo musical ao qual estão originalmente ligadas, como de contextualização interventiva e de uma certa melancolia lusa (a "saudade que existe mais em português"). À importação do estilo, juntam-lhe ainda uma óbvia portugalidade visível/audível no som da guitarra portuguesa, na senda de esculpir uma identidade fora do nicho, atenta à exportação/mundialização de outros projectos vizinhos. Tal é em pleno visível em influências que vão de Tomaso Albinoni a Marvin Gaye. E a nada disso soa. "Rolling na Reboleira" diz tudo.